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Bancária do Itaú vítima de assalto será indenizada por danos morais

06/04/2016 Direitos dos Bancários

O Itaú foi condenado a pagar indenização de R$ 50 mil por danos morais a bancária que, durante assalto, foi obrigada a segurar uma granada "ativada", durante a ação de criminosos na agência. O banco também foi condenado a anular a despedida da reclamante e sua imediata reintegração ao trabalho.

A trabalhadora foi rendida por criminosos quando adentrava na agência em que exercia suas atividades e ficou sob ameaças e na mira de armas durante o assalto, por cerca de 3 horas. Após o episódio, passou a ter crises de insônia, ansiedade e pânico, o que a levou a procurar ajuda psiquiátrica, pois afirmou não ter recebido assistência adequada por parte do empregador. Ela alegou também ter sofrido duras advertências do banco por não ter observado os procedimentos internos de segurança durante a ocorrência.

Passado um curto período do incidente, a trabalhadora foi desligada sem motivo justo depois de 25 anos de serviços prestados ao Itaú.

Em sua defesa, o banco argumentou que a bancária estava apta ao trabalho quando de sua rescisão contratual, ressaltando que a despedida aconteceu de forma imotivada, sem qualquer discriminação. Além disso, sustentou serem inverídicas as afirmações de que não prestou suporte à empregada e que, apesar de ter sido interrogada sob sua conduta, em nenhum momento foi tratada de forma ríspida.

No entendimento da juíza Maria Cristina Santos Perez, da 12ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, é incontroverso que a reclamante foi submetida a situação de extremo estresse psicológico e não há explicação plausível para a despedida que ocorreu, "coincidentemente", alguns meses após o banco ser assaltado.

Assim, a julgadora condenou o Itaú ao pagamento de indenização no valor de R$ 50 mil por danos morais e determinou a reintegração da bancária ao trabalho, com o pagamento dos salários devidos desde o afastamento até a sua efetiva reintegração, além das parcelas habitualmente recebidas, quais sejam, gratificação semestral, auxílio refeição, auxílio cesta alimentação, férias com 1/3, décimos terceiros salários e FGTS.

Da decisão, cabe recurso.

Fonte: MCK Advogados

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